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Gonçalves Dias
O
poeta Antônio Gonçalves Dias, que se orgulhava de ter no sangue as três
raças formadoras do povo brasileiro (branca, indígena e negra), nasceu no
Maranhão em 10 de agosto de 1823. Em 1840 foi para Portugal cursar Direito na
Faculdade de Coimbra. Ali, entrou em contato com os principais escritores da
primeira fase do Romantismo português.
Em 1843, inspirado na saudade da pátria, escreveu "Canção do Exílio".
No ano seguinte graduou-se bacharel em Direito. De volta ao Brasil, iniciou uma
fase de intensa produção literária. Em 1849, junto com Araújo Porto Alegre e
Joaquim Manuel de Macedo, fundou a revista "Guanabara".
Em 1862 retornou à Europa para cuidar da saúde. No ano seguinte, durante a
viagem de volta ao Brasil, o navio Ville de Boulogne naufragou na costa
brasileira. Salvaram-se todos, exceto o poeta que, por estar na cama em estado
agonizante, foi esquecido em seu leito.
Se por um lado deve-se a Gonçalves de Magalhães a introdução do Romantismo
no Brasil, por outro, deve-se a Gonçalves Dias a sua consolidação. Isso
porque o poeta trabalhou com maestria todas as características iniciais da
primeira fase do Romantismo brasileiro. De sua obra, geralmente dividida em lírica,
medieval e nacionalista, destacam-se "I-juca Pirama", "Os
Tibiramas" e "Canção do Tamoio".
Movimento
Literário: Romantismo - Brasil.
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